Dia Internacional dos Migrantes

Numa altura em que os movimentos migratórios continuam a aumentar, o secretário-geral da ONU, António Guterres, considera que a migração é um motor poderoso do crescimento económico, de dinamismo e de compreensão que “permite que milhares de pessoas procurem por novas oportunidades, beneficiando tanto as comunidades de origem como as de destino.”

Uma semana depois da aprovação do Pacto Global para a Migração Segura, Ordenada e Regular, o secretário-geral lembrou que “quando mal regulada” a migração pode “intensificar as divisões dentro e entre as sociedades, expor pessoas à exploração e ao abuso e minar a confiança no governo.

Direitos Humanos

Guterres, sublinha que o Pacto conta com o apoio esmagador dos Estados-membros e “ajudará a enfrentar os desafios reais da migração, aproveitando os seus inúmeros benefícios” uma vez que “é centrado nas pessoas e tem raízes nos direitos humanos.”

Em mensagem especial a propósito do Dia Internacional dos Migrantes, Guterres defende que este Pacto “aponta o caminho em direção a mais oportunidades legais para migração e ações mais fortes para acabar com o tráfico humano.”

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Nagasaki Portugal

Situada junto ao porto de Nagasáqui, hoje nem se percebe que Dejima chegou a ser uma ilha, apesar do canal que bordeja um dos lados. Uma pequena ilha de 200 metros de comprimento por 80 de largura quando construída no século XVII pelos japoneses para que os portugueses deixassem de viver na cidade, fazendo filhos e também propagando o catolicismo, e se limitassem ao comércio. "Dejima ficou pronta em 1636, mas os portugueses foram expulsos três anos depois. Quem acabou por ficar foram os mercadores holandeses. Mas os 200 anos dos holandeses não deixaram tantas marcas como os 60 anos dos portugueses cá", explica Junji Mamitsuka, vice-diretor do Turismo de Nagasáqui. Mesmo assim, a reconstrução das casas e armazéns, com recurso a documentos europeus, segue a lógica da época holandesa, com Dejima a ter sido a única porta para os produtos ocidentais até à reabertura das fronteiras em meados do século XIX.

"Os holandeses prometeram fazer só comércio. E as autoridades japonesas aceitaram, expulsando de vez os portugueses, que trocavam a nossa prata pela seda chinesa desde o século anterior", acrescenta Mamitsuka. Havia medo por parte dos xóguns da família Tokugawa de que Portugal e Espanha, então sob o mesmo rei, se unissem ao Papa para atacar o Japão. Era um receio absurdo, mas os holandeses, protestantes, promoveram o boato. Antes, já o cristianismo tinha sido proibido, com padres jesuítas e fiéis japoneses martirizados e as crianças luso-japonesas expulsas do país. Os últimos portugueses a partir foram assim os mercadores, que tinham também sido os primeiros a chegar, em 1543, a Tanegashima, a sul da grande ilha de Kyushu.

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