Tubarão baleia

Com porte e coloração notáveis, o tubarão-baleia representa a maior espécie de peixe do mundo. Entretanto, de assustador, este gigante não tem nada: ao contrário da maioria das espécies, o tubarão-baleia atua como um filtrador, alimentando-se de plâncton e pequenos peixes como anchovas e sardinhas.

De tamanho notável (pode alcançar até 12 m de comprimento e peso de 12,5 toneladas) e aparência semelhante à de uma baleia (que inspirou o nome vulgar da espécie), o tubarão-baleia (Rhincodon typus) caracteriza-se por uma cabeça achatada e boca grande, cuja abertura pode atingir até 1,5 m, quase a largura total de seu corpo. Este peixe possui olhos pequenos, atrás do qual encontram-se espiráculos, além de cinco fendas branquiais em cada lado da cabeça. Sua coloração singular consiste em uma de suas características mais marcantes: o dorso e laterais variam entre tons cinza e azul escuro, pontuados por manchas claras redondas, enquanto a região dorsal é predominantemente branca. Os padrões observados para as manchas revelam, inclusive, os diferentes indivíduos de uma população, sendo utilizados para a identificação destes animais. O tubarão-baleia apresenta cerca de 300 pequenos dentes em sua boca, cuja função permanece desconhecida, e 10 pares de órgãos filtradores, que auxiliam na alimentação deste condricte. Este peixe também possui um par de nadadeiras dorsais (entre as quais, a primeira é maior do que a segunda) e peitorais, além de uma nadadeira caudal em forma de meia-lua.

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Dia Mundial do Mosquito

O dia é uma comemoração da descoberta do médico britânico Sir Ronald Ross que em 1897, mostrou que as fêmeas dos mosquitos  transmitem a Malária entre seres humanos.

Ross é responsável pela criação desse dia, tendo declarado logo após sua descoberta que o dia deveria ser conhecido como Dia Mundial do Mosquito no futuro. E combate à Malária.

London School of Hygiene & Tropical Medicine celebra o Dia do Mosquito todos os anos, incluindo eventos como festas e exposições, uma tradição que remonta à década de 1930. Outras instituições no mundo inteiro se unem nesse dia para celebrar o Dia Mundial dos Mosquitos e combater as doenças que eles transmitem.

Sir Ronald Ross descobriu o parasita da malária no trato gastrointestinal de um  mosquito em 1897 e provou que a Malária era transmitida por mosquitos. Isto marcou e lançou as bases para  métodos eficientes de combate à doença.

Em homenagem a essa grande descoberta, ele recebeu o Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia de 1902.

“por seu trabalho sobre a malária, através do qual ele mostrou como ela entra no organismo e, assim, lançou as bases para pesquisas bem-sucedidas sobre esta doença e métodos de combatê-la.” Fundação Prêmio Nobel

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Recordações II

                                                       Redação

                         Dia de Chuva ( África)

Nada mais aborrecido para o citadino elegante que um dia de chuva; nem lhe digam que ela beneficia a lavoura porque dia sem sol já não é do seu agrado.
Estamos ainda na cama e ouvimo-la a cantar no telhado, ao princípio, numa toada suave depois em verdadeiras cataratas. Mentalmente, fazemos o nosso plano: mais tempo para a viagem, guarda-chuva em ação e alguma capa impermeável que nos defenda a pele de tão incómoda visita.
Lá fora, a imagem é divertida. Todos se acomodam debaixo de equilíbrio com o guarda-chuva soprado pelo vento. Involuntariamente tocamos nalgum transeunte que se aflige por coisa tão insignificante. Os carros atiram jorros de água sobre os pobres peões e atrás das portas, os guarda-chuvas são nascentes de regatinhos.
Meia hora depois, o sol rompe através das nuvens e o inverno transforma-se em sufocante verão.
Surpresas de África.

Fernando Lopes Rosa

Recordações

                                             Redação

             “O que eu vejo da janela do meu quarto”

Debruçado na janela do meu quarto abro bem os olhos para ver o que vai lá fora: longínquos um par de namorados ciciam palavras doces, adivinhando um mundo que ainda lhes não pertence.
Quem me dera ser como eles, entregue à mesma irresponsabilidade voando muito alto, longe da realidade.
Subindo a calçada, uma velhinha trôpega estende a mão à caridade e eu fico-me a pensar como a sociedade é tão egoísta que não deixa a cada pessoa o suficiente para viver...”uma esmolinha por amor de Deus”! Sim, quem não lhe dará alguma coisa daquilo que sobra para que a velhinha não tenha fome?
Dobrando a esquina da rua a velha presunçosa, coberta de adornos e de pó de arroz que nem assim consegue esconder os muitos anos que roubaram a sua beleza. Só o homem sabe mentir, fingindo ser aquilo que não é. Fazendo de agruras e sempre atrás do arco, criando problemas de trânsito lá vai o garoto descalço mas feliz, senhor de um reino que é a rua de um cetro que é o seu arquinho.
Que saudades do tempo em que também assim fui.
E tantas coisas mais eu vejo da janela do meu quarto neste palco imenso que é o mundo.

*Fernando Lopes Rosa*